Idosa diz que conhecida usou seu rosto para contratar empréstimos e desviar dinheiro em Manaus

Uma aposentada de 60 anos teve parte da renda comprometida após descobrir empréstimos e transferências que afirma não ter autorizado, em Manaus. Ela acusa uma conhecida de ter utilizado seus dados pessoais e até seu rosto para realizar operações financeiras.

Segundo a vítima, o golpe provocou um prejuízo de aproximadamente R$ 6,4 mil e deixou uma parcela de R$ 1.245 sendo descontada todos os meses de sua aposentadoria.

A mulher, que está em tratamento de saúde e depende do benefício do INSS para sobreviver, contou que a suspeita, identificada como Agatha Natacha Pereira, passou a frequentar sua residência após se apresentar como companheira de seu filho.

A aposentada afirma que, por não ter facilidade com tecnologia, permitiu que a mulher mexesse em seu celular para ajudá-la com algumas configurações. A partir disso, segundo o relato, a suspeita teria conseguido acesso a informações bancárias, senhas e aplicativos.

A vítima também diz que teve o rosto fotografado diversas vezes. As imagens, conforme a denúncia, teriam sido utilizadas para passar pelo sistema de reconhecimento facial necessário para contratar serviços financeiros. Depois disso, empréstimos consignados teriam sido realizados em nome da aposentada, além de transferências via Pix destinadas à conta da suspeita. Parcelamentos de contas pelo aplicativo 99 também teriam sido feitos.

A fraude veio à tona quando a aposentada percebeu movimentações que não reconhecia. Um dos empréstimos descobertos comprometeu R$ 1.245 mensais do benefício.

“Eu ganho um salário do INSS. Como é que uma pessoa doente, de 60 anos, que mora de aluguel, vai viver agora? Ela fez um empréstimo da aposentadoria, R$ 1.245 vão ser descontados, e fez um monte de conta. Estou com dívida até o final de 2027”, afirmou.

A vítima procurou a Caixa Econômica Federal e, conforme seu relato, o banco identificou irregularidades e impediu novas tentativas de contratação de empréstimos. Depois que os familiares descobriram a situação, a suspeita teria sido procurada e prometido devolver os valores. A aposentada afirma, porém, que posteriormente ela desapareceu e passou a apresentar versões diferentes sobre o episódio.

O caso foi levado à polícia por meio de registros no 1º DIP e na Delegacia Especializada em Crimes contra o Idoso.

As circunstâncias da fraude serão investigadas pela Polícia Civil do Amazonas, que deverá verificar a origem das operações financeiras e a eventual participação da mulher nos crimes denunciados.

Com informações AM POST

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