Teatro Amazonas pode conquistar título de Patrimônio Mundial da Unesco nesta semana

O Brasil aguarda nesta semana a decisão da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) sobre a candidatura dos Teatros da Amazônia ao título de Patrimônio Mundial. A proposta reúne o Teatro Amazonas, em Manaus, e o Theatro da Paz, em Belém, e será analisada durante a 48ª sessão do Comitê do Patrimônio Mundial, realizada em Busan, na Coreia do Sul.

Os trabalhos do comitê começam nesta segunda-feira (20) e seguem até 29 de julho. A avaliação das novas candidaturas está prevista para ocorrer entre os dias 24 e 27.

Se a proposta for aprovada, o Brasil ampliará sua lista de patrimônios reconhecidos pela Unesco, dando projeção internacional a dois dos mais importantes monumentos históricos e culturais da Amazônia.

Inaugurado em 1896, durante o ciclo da borracha, o Teatro Amazonas é um dos principais cartões-postais de Manaus. Conhecido pela arquitetura monumental e pela cúpula revestida com peças cerâmicas nas cores da bandeira brasileira, o espaço permanece como referência cultural da Região Norte, recebendo óperas, concertos, festivais e diversas apresentações artísticas ao longo do ano.

Já o Theatro da Paz, em Belém, foi inaugurado em 1878 e é considerado um dos teatros históricos mais importantes do país. A candidatura destaca que os dois edifícios simbolizam a chamada Belle Époque Amazônica, período marcado pelo desenvolvimento econômico impulsionado pela exploração da borracha e pelos investimentos em infraestrutura e cultura na região.

Nesta edição, o Comitê do Patrimônio Mundial analisará 30 candidaturas de diferentes países, sendo 22 bens culturais, sete naturais e um bem misto. Também fazem parte da pauta discussões sobre a conservação de patrimônios já reconhecidos pela Unesco e estratégias para sua preservação.

Caso seja aprovada, a candidatura dos Teatros da Amazônia reforçará o reconhecimento internacional da riqueza histórica, arquitetônica e cultural da região, destacando a Amazônia não apenas por sua biodiversidade, mas também por seu patrimônio artístico e histórico.

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